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domingo, 23 de maio de 2010

PLATÃO, ARISTÓTELES, MAQUIAVEL E A EDUCAÇÃO EM MG

Platão dizia que o governante deve ser primeiro capaz de controlar as suas paixões, desejos e ambições para, posteriormente, poder promover o bem comum. Em outras palavras, se o governante não é capaz de controlar os seus apetites corporais e mundanos, como poderá governar os cidadãos?

O filósofo e discípulo de Platão, Aristóteles, preconizava que o homem é um animal político por natureza. Ele dizia que para sermos felizes, deveríamos usar aquilo que distingue o homem do animal, ou seja, viver de acordo com os princípios racionais para nos guiar na esfera privada e no espaço público: na vida pessoal, social e política. A política e a ética deveriam ser unidas. A política propiciaria uma vida digna aos cidadãos e a ética aperfeiçoaria o indivíduo para que fizesse da política um instrumento universal em prol do bem comum.

Com Maquiavel, aquele que é considerado o pai da Ciência Política, a situação supracitada mudará. O velho e sábio ideal grego daria lugar à separação entre a ética e a política. A ética passa a ser o espaço da esfera privada e a política assume, peremptoriamente, a dimensão pública. Não entrarei em detalhes, porque aqui neste espaço, infelizmente, não é o foro ideal para profundas reflexões filosóficas. E eu não faço consultas ao escrever, vou puxando pela memória o que escrevo neste blog. O meu objetivo, no atual texto, é voltar à greve dos professores e a relação entre a política e a ética, mesmo que de uma forma "superficial".

Bom, o "governo" estadual de MG reclama que a greve dos professores da rede estadual é "política". As pessoas inteligentes cujo bom senso e a capacidade de refletir são frutos de um exercício diário tão simples, mas que o governo de Minas insiste em não reconhecer. O governo gasta milhões de reais com propagandas na televisão, no rádio e na mídia impressa. Quem acredita? Só os alienados, a direita raivosa e muitos pais desinformados pelo MANTRA DO GOVERNO. Quando "olham" para a classe de professores lutando por melhores salários e condições de vida, não veem pessoas, só "enxergam" cifrões. A razão, senhora nobre inventada pelos gregos antigos, para eles se resume à matemática. O ser humano, na visão deles, não passa de números e quantidade. A palavra qualidade é estranha...Ora, a política permeia, perpassa todas as dimensões da sociedade. Onde houver duas pessoas conversando, há relação de poder, logo, há política. A Política é poder, o poder é político e se espalha tal qual o vento do mês de agosto. O que tem tudo isso a ver com este texto, que parece não ter fim? Muito! E quem são os grandes culpados? O governo, a sociedade, a mídia e a categoria.

Foi por falta de ação política da categoria e dos sindicatos pelegos, que a situação chegou neste ponto, ou seja, apatia e indiferença durante muitos anos por parte da categoria e excesso de uma política de baixo nível, rasteira e desprezível por parte dos governantes do Estado.

Se os nossos governantes leram Maquiavel, deve ter sido um resumo de gosto duvidoso, pois dificilmente fazem algum "bem aos poucos", em compensação, a capacidade de fazer o mal parece eterna. E a coisa pública? É administrada como se fosse a esfera privada. O cidadão quase sempre só é lembrado para pagar taxas e impostos, em troca de uma prestação de serviço de quinta categoria. É lamentável!


Texto: Marco Aurélio Machado